@c

People
Performances

latest releases:

2016 Three-Body Problem
2014 Re:Barsento
2014 Ab OVO
2013 Half-Life, Still Life
2012 Re:Fujaco
2011 Homem Fantasma
2010 0°-100°
2008 Up, Down, Charm, Strange, Top, Bottom
All releases

installations:

A/B
6 Elementos
Becoming-
LMY-7-10
Divisor / 4
Respiro (2)
Respiro (1)
M.M.M.M.
Noventa e Três (para Colönia)
30x1
30x1.2

videos:

1606 T-BP Video Program
1605 Cage 116
1603 Transcendence 115
1504 Alteration 109
1411 Fórum do Futuro
1110 Transition 89
1006 Machination 84
0808 Construction 76
0805 Offf
0804 EMAF
0709 Ars Electronica
0705 Barcelos
0611 Study 40
0610 EME
0606 SonicScope
0510 int.16/45//son01/30x1
0509 EME
0404 v3
0301 hardVideo

photos:

1707 Cerveira
1703 Lâminas
1606 Press photos
1605 SMUP
1512 La Escucha Errante
1511 Intermediale Festival
1410 Semibreve
1003 Press photos
0911 Press photos
0910 Perugia
0906 Sonica:Post
0804 EMAF
0803 Template
0803 Netwerk
0802 Press photos
0712 Natal dos Experimentais
0709 Ars Electronica
0709 Ars Electronica
0709 Beck's Fusion Pod
0709 Beck's Fusion
0705 Barcelos
0703 Pixelache
0702 CdM
0611 Algo-Ritmos
0609 PTM#2
0601 Netmage 6
0512 Madeira DIG
0511 Imagens Projectadas
0509 Stephan Mathieu + Naja Orchestra
0503 Zemos98_7
0505 Hip Chips @ U.Católica
0505 Hip Chips @ ZDB
0504 deTour
0502 Penthouse
0412 Metro
0411 Tel Aviv
0410 + Pure, Vitor Joaquim
0407 FICMVC
0407 + Joe Giardullo, VJ
0404 v3 comp
0404 v3 live
0311 Atlantic Waves
0310 + forçasamadas
0302 Sonic Light
0111 Número Festival
0110 Frágil
0010 Co-Lab
0006 Serralves
0004 Screensaver

Info Sheet EN / PT (PDF)
Tech Rider @c / @c + Lia
@c in facebook

Study / Reviews /

Study

Study / 2 / 3 / 4 / Reviews

Neural

If the first excitements about the laptop music's novelties are already gone, time has come now to start to question more in depth the specific intrinsic characteristics of these practices, thinking about their philosophy, stimuli and perspectives. These kind of considerations are really not unfamiliar to Pedro Tudela and Miguel Carvalhais. They are notably rich in the theoretical transition from the concept of a music still rooted in the traditional musical instruments evolution/emulation (including the early analog/electronic ones) to a more mature and rigorous approach that focus on the immaterial data manipulation (the obtained computer files), defining it as a new starting point for a new era of congruous experiments. This evidence shows itself through the crystalline quality of sounds and the overleaf notes, underlined with names and extensions of the single generated elements. It's a union of techniques, media and allocations strictly related to the objective essence of music composition. This union produces iteration's offshoot, elaborated with variations, researching the manipulation that generates harmonies and nice dissonances in a new form. They are 'performing' intuitions, organizing the imponderable in a kind of 'stage writing' that in its theoretical assumptions establishes a need for a confrontation with (and also a support from) the live dimension. Brilliant algorithms and very human wisdom are describing the same old art, amazing the listener with the emotions that they are intimately able to trigger.
Aurelio Cianciotta

Vital weekly

Over the past few years the Portuguese duo @C have been playing lots of live concerts, and have released a couple of CDs, on Miguel Carvalhais' own Cronica label, but also as MP3 on Silence Is Not Empty and on CDR for Grain Of Sound. The latter now releases a full length, real CD - I believe the first for the label, and also the first by @C that is a studio album, rather than a collection of live pieces. @C, being Pedro Tudela and former mentioned Carvalhais play improvised music on their laptops (on their website, you can even spot up to four in a concert), together with Lia, who improvises the visual aspects. So going to a studio might not be the thing to expect. Over the past three years they have been toying around in the studio. Or perhaps they have been toying around with sound files. Each of the seven pieces, all denoted by numbers, have a list of sound files, each ending in .aif and they form, I assume, the piece. However it's not clear if these sound files went into some sort of Max/msp, super collider or whatever type of computer sound software, or that these are the various blocks with what the music is composed. Not really important of course, but it leaves stuff to guess. How does 'lego09.aif' or 'beetloopradio.aif' sound? You could think that a duo of improvisers on a laptop going into the studio, would probably edit out all the little irregularities (to avoid the word mistakes), but to me it seems that they didn't do that. That is actually quite nice, since it provides the music with a certain vividness and liveliness that can also be found on their live releases. Throughout they keep a very fine balance between the 'composing' and 'improvisation'. Never the material seems to be carrying on for too long, and it's not buried under studio techniques. Quite an excellent CD! (FdW)

Bodyspace.net

Os manifestos e manuais de referência empenhados em listar formas de evitar a estagnação artística, despendem geralmente uma alínea com o frisar da seguinte noção: uma secretária desarrumada favorece e estimula a criação muito mais do um espaço de trabalho aprumado. Essa é uma daquelas leis que bem podia surgir no best-seller do publicitário britânico Paul Arden, Whatever You Think, Think the Opposite, que é também bíblia de bolso para quem abomina o tempo perdido no sofá. Ao abrigo disso, poder-se-ia dizer – sem correr grandes riscos – que poucas são as marcas de ócio vislumbradas aos sofás de Miguel Carvalhais e Pedro Tudela e enorme a barafunda que se calcula abundar no interior e periferia dos laptops que têm sido verdadeiros tanques de guerra ao serviço da missão multimédia @c, que encontra em Study e De-Tour as respectivas quinta e sexta investidas de longo porte (excluindo das contas os lançamentos de menor duração e anotando que o último reúne peças gravadas ao vivo com Vítor Joaquim). Exploremos, por agora, Study - primeiro disco de estúdio - e a sua relação com a informação sonora e correspondentes instrumentos de reconfiguração, que inundam o processador central @c tal como a água que banha um oásis.
Mais do que um oásis de sábia gestão, Study pode – a partir de uma localização subterrânea - até ser o intricado sistema de canalização que não seria tão funcional ou envolvente sem a engenharia e arquitectura dos @c que, uma vez mais, atribuem propósitos e tarefas próprias aos vários corpos digitais amontoados nos discos rígidos. À medida que são conjugados no mesmo universo Study, ruminares ruidosos separados à nascença cruzam-se num mesmo ponto de encontro, trépidos tentáculos tonais descobrem simultaneamente o prazer de conspirar um ataque sensorial numa mesma trincheira, burburinhos glitch aguçam o inicial brainstorm desafiando o controle dos seus próprios criadores (que devem conhecer bem a capacidade autónoma que tem o glitch enquanto agente da corrosão que se revela de modo perigosamente imprevisível).
Num filme de acção, assenta bem a Miguel Carvalhais, tal como a Pedro Tudela, o papel de hacker, inteligente braço-direito do vilão, que tem o sistema informático de um arranha-céus como extensão do seu domínio cerebral (o Bruce Willis que se cuide). Em conformidade com isso, Study pode ser também um estudo debruçado sobre as mais apropriadas artimanhas (arte + manhas) digitais existentes para manter em cativeiro quem se atrever a mergulhar neste emaranhado. Ou, pelo menos, ponto favorável à constatação de que a observação mais analítica dos sons oferecidos por uma rotina urbana podem também compor um conseguidíssimo portfolio das manipulações e conversões de que são capazes os @c.
O caldo engrossa quando os @c encontram em Vítor Joaquim um experiente ronin aliado que, além de ter em Flow um disco que ainda faz salivar, havia já participado em diversas iniciativas conjuntas com o duo portuense. Limitado a 500 cópias fabricadas em cartão selado, De-tour regista os @c e Vítor Joaquim em formato trio a partir de selecções aproveitadas às actuações em digressão pela Alemanha e uma passagem por Lisboa. Diante da agitação e pulverização de sons atípicos a cargo dos @c, Vítor Joaquim é o homem dos dedos sobre os botões vermelhos que activam os mais dominantes sons de destruição maciça. Sem receios, o vértice mais autoritário do triângulo dá uso a sondas vigilantes que o seu laptop debita para que essas meçam de alto a baixo o atrito produzido pelos @c. Quando bate forte o abrasivo e sobrecarregado culminar de “Lissabon” (gravada, ao que parece, na ZDB), recordamo-nos de que existem idas ao dentista que valem realmente a pena, tanto que esta também perfura um mantra vocal até ao ponto desse rogar a maldição que se converte na tempestade final. De-tour condensa o óptimo momento de forma vivido pelos envolvidos e salienta aos mesmos uma complexidade que promete sempre a formação de adicionais ramificações a partir das já assimiladas.
Miguel Arsénio